Japão relembra quatro anos do assassinato de Shinzo Abe
Nesta quarta-feira (8), o Japão relembra os quatro anos do assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, morto a tiros durante um discurso de campanha em Nara, no oeste do país.
Abe foi baleado em 8 de julho de 2022, enquanto fazia um discurso de apoio a um candidato nas eleições para a Câmara Alta do Parlamento japonês. O crime aconteceu perto da estação Kintetsu Yamato-Saidaiji e chocou o Japão, país conhecido pelos baixos índices de violência armada.
Nesta quarta-feira, uma mesa de flores foi instalada perto do local do ataque, onde moradores e visitantes prestaram homenagens ao ex-premiê. Segundo a imprensa japonesa, pessoas passaram pelo local desde a manhã para deixar flores e fazer orações.
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O caso também voltou à atenção pública por causa do andamento judicial. Em janeiro deste ano, o Tribunal Distrital de Nara condenou Tetsuya Yamagami, acusado de matar Abe, à prisão perpétua. A defesa, no entanto, recorreu da decisão.
Durante o julgamento, Yamagami afirmou que o crime foi motivado por ressentimento contra a antiga Igreja da Unificação, conhecida no Japão como Kyū Tōitsu Kyōkai. Ele declarou acreditar que Abe tinha ligação com o grupo religioso, ao qual atribuía problemas financeiros enfrentados por sua família.
A morte de Shinzo Abe teve forte impacto político no Japão. Além de reacender debates sobre segurança em eventos de campanha, o caso levou a uma ampla discussão sobre a relação entre políticos e grupos religiosos.
Shinzo Abe foi o primeiro-ministro que permaneceu por mais tempo no cargo na história do Japão. Mesmo após deixar o governo, continuava sendo uma das figuras mais influentes do Partido Liberal Democrata.
Imagem criada por IA.
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