Imposto sobre alimentos no Japão poderá cair de 8% para 1% por dois anos
Proposta prevê baixar a taxa de 8% para 1% a partir de abril de 2027. Governo pretende retomar a cobrança de 8% em abril de 2029.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou nesta terça-feira que o governo não pretende estender a redução do imposto sobre consumo de alimentos e bebidas além dos dois anos previstos, mesmo dependendo das condições da economia.
A proposta, que começou a ser discutida no Parlamento, prevê reduzir a alíquota de 8% para 1% entre abril de 2027 e março de 2029. Depois desse período, a intenção é voltar a cobrar os 8%.
Por que o governo vai encerrar a redução?
Segundo Takaichi, a arrecadação desse imposto é essencial para financiar aposentadorias, serviços de saúde e outros programas de proteção social.
A primeira-ministra afirmou que o retorno à alíquota original é necessário para manter as contas públicas sob controle e preservar a confiança do mercado na capacidade do governo de pagar suas despesas.
Ela também destacou que o Japão precisa ter recursos para enfrentar situações inesperadas, como grandes desastres naturais e surtos de doenças.
De onde virá o dinheiro para compensar a redução?
Essa é uma das principais dúvidas levantadas pela oposição. Durante os dois anos de imposto reduzido, o governo arrecadará menos, mas continuará precisando financiar os serviços públicos.
Takaichi prometeu compensar essa perda sem emitir títulos de dívida para cobrir o déficit. No entanto, ainda não detalhou de onde sairão os recursos.
A preocupação ocorre em um momento em que o Japão já enfrenta uma situação fiscal difícil, com elevado endividamento público.
Oposição teme impacto no orçamento das famílias
Alguns partidos de oposição alertam que a volta do imposto de 1% para 8% representará um aumento de sete pontos percentuais de uma só vez, podendo pesar no bolso dos consumidores.
O projeto não inclui uma cláusula que permita prolongar a redução conforme as condições da economia.
A medida já foi aprovada?
O projeto precisa passar pelo Parlamento. O governo pretende conseguir a aprovação até meados de dezembro, antes do encerramento da atual sessão extraordinária. Além da redução do imposto, a proposta inclui um programa de benefícios para pessoas de baixa e média renda.
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