Neste sábado (20), o Japão marcou o 26º aniversário do ataque de gás sarin (arma química que atinge o sistema nervoso) realizado pelo culto AUM Shinrikyo ao  metrô de Tokyo, que matou 14 pessoas e feriu mais de 6.000.

Funcionários da operadora de metrô Tokyo Metrô. e parentes das vítimas realizaram um serviço memorial na estação Kasumigaseki às 8h, na mesma hora em que o mortal gás sarin estava se espalhado em vagões de trem em 20 de março, 1995.

Shoko Asahara, o fundador do culto conhecido como “Juízo Final” foi mentor do ataque, ele e 12 de seus ex-seguidores foram condenados à pena de morte em 2018.

O ataque atingiu simultaneamente cinco vagões em três linhas diferentes durante a hora do rush matinal, causando estragos nas estações e em toda a rede de transporte da capital.

Estandes foram montados para os enlutados depositarem flores em Kasumigaseki, Tsukiji e quatro outras estações centrais de Tokyo, onde as vidas foram ceifadas.

Depois de colocar flores, Shizue Takahashi, 74, que perdeu seu marido Kazumasa, então vice-chefe da estação em Kasumigaseki, disse que continuaria a transmitir as memórias do terror representado pelo culto, ele faz parte de um  grupo de ajuda as vítimas do ataque e suas famílias.

Entre as vítimas que sofreram os efeitos colaterais da exposição ao gás sarin estava Sachiko Asakawa, que morreu aos 56 anos em março do ano passado.

Antes do aniversário, o grupo se reuniu com o ministro da Justiça, Yoko Kamikawa, na sexta-feira, para solicitar ao governo medidas para manter o culto rigorosamente monitorado e sob controle, uma vez que ainda não foi extinto.

AUM Shinrikyo mudou seu nome para Aleph em 2000. Junto com os outros dois grupos sucessores – Hikarinowa ou o Círculo de Luz do Arco-íris e uma ramificação menor de Aleph – o culto ainda tem cerca de 1.650 seguidores e permanece sob vigilância das autoridades de segurança pública.

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26 anos do ataque de gás sarin ao metrô de Tokyo Japão