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Japão

38% das pessoas LGBT no Japão assediadas ou agredidas sexualmente, conforme pesquisa

Quase 40% das pessoas LGBT no Japão foram assediadas ou agredidas sexualmente, revelou uma pesquisa privada envolvendo mais de 10.000 entrevistados no sábado (26).

A pesquisa envolvendo lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros foi realizada por Yasuharu Hidaka, professor de epidemiologia social da Universidade de Takarazuka.

De acordo com Hidaka, muitos outros casos provavelmente permanecem desconhecidos, já que muitas vezes as pessoas LGBT não recebem ajuda da polícia ou de centros de aconselhamento e devido à falta de apoio adequado no país, onde o conhecimento e a compreensão sobre as pessoas LGBT não se aprofundou o suficiente.

A pesquisa online, confiada a Hidaka pela Lifenet Insurance Co., foi realizada entre setembro e dezembro do ano passado, coletando respostas de 10.769 pessoas LGBT.

Entre os 10 itens considerados assédio ou agressão sexual, 4.106 ou 38,1%, responderam que sofreram um ou alguns deles.

Entre eles, 22,4% disseram ter sido tocados em seu corpo, incluindo nos órgãos sexuais, seios ou quadris, o maior entre as respostas, seguido por “assediado por palavras ou atos sexuais” que obteve 17,3% e “beijados à força” com 11,5%, de acordo com a pesquisa realizada.

Alguns dos entrevistados também responderam que foram violados internamente. Por tipo de minoria sexual, 57% das pessoas trans que se identificam como mulheres disseram ter sido vítimas de tal ação, seguidas por pessoas trans que se identificam como homens com 51,9%, e lésbicas com 52,2%, conforme pesquisa.

Quanto à relação entre os danos e a saúde mental, 52,8% dos que disseram ter sofrido agressões graves foram a psiquiatras e 48,9% daqueles que sofreram de outras ações também procuraram ajuda destes profissionais.

Mas 35,5% do total, incluindo os que não sofreram assédio ou abuso sexual, consultaram psiquiatras, mostrou pesquisa.

Conforme Hidaka, algumas pessoas LGBT foram feridas mentalmente por causa das respostas da polícia ou da equipe de aconselhamento, que muitas vezes têm pouco conhecimento sobre as minorias sexuais.

“É necessário (o governo) melhorar seu sistema de apoio que visa ajudar as minorias sexuais e as vítimas do sexo masculino, não apenas as mulheres”, disse Hidaka, enquanto visa promover medidas contra a violência sexual dirigida às vítimas femininas.

Tomoya Asanuma, de 31 anos, está entre os feridos pela forma como a polícia o tratou.

Há cerca de dois anos, Asanuma, que nasceu mulher, mas agora se identifica como homem, foi abusada sexualmente por um homem que tinha acabado de conhecer.

Depois de ser recusado por um centro de aconselhamento sobre violência sexual, ele contatou a polícia, porém também foi recusado o seu pedido de ajuda.

“Fui vítima de agressão sexual, mas fiquei ainda mais ferido porque a polícia não entendia minha situação como pessoa de minoria sexual” disse Asanuma.

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