80% das províncias do Japão podem não ter médicos suficientes para iniciar a vacinação

Cerca de 80%, ou 38 das 47 capitais provinciais do Japão, levantaram preocupações sobre haver médicos e enfermeiras suficientes para vacinar os residentes contra o coronavírus, enquanto o país se prepara para começar a vacinação da população no final de fevereiro.

A vacinação geral da população está programada para começar no final de fevereiro, começando com profissionais da área médica, seguidos por pessoas com 65 anos ou mais até o final de março, e então pessoas com doenças crônicas e cuidadores de idosos. De acordo com fontes do governo, a população em geral deverá se tornar elegível para vacinas a partir de maio.

De acordo com uma pesquisa feita pela Kyodo News nessa quinta e sexta-feira (21 e 22), 30 capitais citaram que a segurança dos locais de vacinação é um grande desafio para as campanhas planejadas. Além disso, outras 18 capitais referiram-se aos recursos fiscais disponíveis como grande barreira, e outras 16 províncias citaram a dificuldade de manejo das vacinas anti-COVID-19.

Cinco cidades – Morioka, Toyama, Kofu, Kochi e Miyazaki – disseram que possivelmente terão que adiar o início da vacinação na população.

Ainda de acordo com a pesquisa, Tóquio e 43 capitais provinciais disseram que lançaram ou planejam formar forças-tarefa ou equipes para supervisionar as vacinações.

Saitama, Kyoto e Osaka disseram que esperam que mais de 90% dos residentes de suas respectivas cidades tomem as vacinas, enquanto outras 11 cidades, como Yamagata, Kanazawa, Kobe e Oita referem taxas de 60 a 80 por cento.

As 33 cidades restantes disseram que ainda não têm essas estimativas.

Questionados sobre o que as capitais das províncias querem do governo do primeiro-ministro Yoshihide Suga, o governo de Sapporo, capital de Hokkaido, disse: “Não sabemos quando, quantas e que tipo de vacinas serão enviadas, então não podemos fazer planos (para vacinações )”.

Citando preocupações sobre a vacinação de idosos, Fukui pediu ao governo “que se comunique com precisão (sobre as vacinas) depois de confirmar totalmente sua segurança e eficácia”.

Já Kyoto citou preocupações sobre os custos relacionados à vacinação, dizendo que a cidade terá que arcar com despesas consideráveis ​​com pessoal, instalações e transporte, mesmo com subsídios do governo.

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