Abuso nas escolas: 273 professores no Japão foram punidos no ano passado por má conduta sexual

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação nesta terça-feira (22), o número de professores de escolas públicas no Japão que foram repreendidos por má conduta sexual no ano fiscal de 2019, foi de 273- o segundo maior número já registrado.

Em 2018 foram registrados um pouco mais de 280 casos, incluindo 126 casos em que os alunos eram menores de 18 anos.

“É extremamente grave que nossas medidas não tenham melhorado a situação”- comentou um funcionário do ministério, acrescentando que irá solicitar que todos os conselhos de educação do Japão apliquem medidas preventivas mais rigorosas, como proibir interações privadas entre professores e seus alunos nas redes sociais.

O Ministério da Educação exortou os conselhos de educação a demitir todos os 273 professores que se envolveram em situações de má conduta sexual, e está considerando aumentar o período de afastamento de três, para cinco anos.

Quais foram as punições:

De acordo com a análise do ano fiscal de 2019, 153 professores foram demitidos por má conduta sexual até março de 2020, 50 foram suspensos, 16 tiveram seus salários reduzidos, 9 receberam advertência, e os 45 restantes foram repreendidos ou receberam penalidades mais leves.

Maioria dos casos cometidos por homens:

Professores do sexo masculino representam cerca de 97,4% dos casos. Foram 85 casos de abuso seguido por 49 casos de relação sexual e 33 casos envolvendo fotografia não consensual das vítimas.

Segundo as informações, 186 casos ocorreram fora do horário de trabalho, sendo 20 durante as aulas e 16 durante os intervalos da aula.

O mesmo estudo indicou que o número de professores com ações disciplinares por infligir punições corporais, diminuiu em 28 em relação ao ano fiscal de 2018. E ainda segundo o mesmo estudo, o número de professores que solicitaram licença por doenças mentais atingiu o recorde de 5.478.

Nos últimos anos, os casos de má conduta sexual estão se tornando cada vez mais “evidentes” nas escolas do Japão, e notícias como essa nos fazem questionar que mesmo em um país com educação de primeiro mundo, ainda há muita falta de informação sobre o assunto.

É importante que os pais abordem cada vez mais sobre esse tema com seus filhos para que eles se sintam seguros e confiem neles para contar quando algo de estranho acontecer com eles nas escolas.

#crime

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