Após críticas, cidade japonesa não aprova plano que permitiria que estrangeiros votassem

A assembleia municipal de Musashino em Tóquio rejeitou nesta terça-feira (21), uma proposta de decreto que permitiria que residentes estrangeiros votassem em referendos locais.

A proposta dividiu opiniões na assembleia de Musashino, uma cidade suburbana, que tem uma população de quase 150 mil habitantes. A ideia também atraiu críticas online, com muitas pessoas temendo que conceder o direito de votar aos estrangeiros seria um passo a mais em direção às eleições nacionais.

Se a proposta fosse aprovada, a cidade iria se juntar a outras duas cidades que concederam direito de voto a estrangeiros em referendos sem condições especiais. A cidade de Zushi na província de Kanagawa e Toyonaka na província de Osaka.

Além das duas cidades, cerca de 40 municípios japoneses permitiram que os estrangeiros votassem em referendos, mas com algumas condições, como possuir residência permanente.

A derrota ocorreu depois que o comitê de assuntos gerais da assembleia municipal aprovou na semana passada o polêmico plano proposto em novembro pelo prefeito de Musashino, Reiko Matsushita, que pediu a criação de uma cidade que aceitasse a diversidade.

A proposta era permitir que estrangeiros com 18 anos ou mais votassem em referendos, desde que morassem na cidade há pelo menos três meses, sendo que as mesmas condições também se aplicavam aos japoneses.

Crédito: Kyodo News

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