A Apple aprimorou sua linha de produtos em um evento na terça-feira (20), enquanto informava sobre uma nova atualização de software, prevista para aumentar a privacidade dos usuários do iPhone.

A empresa também revelou uma nova opção para assinaturas de podcasts e um gadget chamado AirTags – dispositivos do tamanho de moedas que podem ser anexados em chaves, mochilas e outros itens para ajudar pessoas à rastreá-los via iPhone, caso forem perdidos.

As AirTags chegarão às lojas no dia 30 de abril, e necessitarão da atualização de software iOS 14.5 do iPhone. Esta atualização também proporcionará um novo recurso que exige aos aplicativos que obtenham permissão explícita dos usuários antes de rastrear sua atividade e localização. A Apple disse em uma nota de rodapé que a atualização seria lançada em algum dia da próxima semana.

Uma atualização de software também vai ser lançada para os iPads em breve.

A Apple está lançando também novos iMacs, com câmeras e alto-falantes melhores para videoconferências, novos teclados para iMacs com o mesmo sensor de identificação digital utilizado em iPhones e iPads.

Os mais recentes iPad Pros, funcionarão em redes 5G sem fio ultrarrápidas que ainda estão sendo construídas.

A nova opção de podcast pago da Apple se juntará a um campo cada vez mais cheio de serviços de entretenimento digital e assinatura de informações. Esses já incluem vários da Apple, incluindo programas de streaming de música e vídeo que alimentam os quase 1,6 bilhão de dispositivos atualmente em uso pelos clientes da empresa.

A nova ferramenta de privacidade pode drenar bilhões de dólares da receita de aplicativos como o Facebook, que dependem de seguir pessoas em iPhones para coletar informações pessoais que os ajudem a vender anúncios direcionados.

A Apple planejou originalmente lançar o recurso de rastreamento de “formigas” em setembro passado, mas o adiou para dar aos aplicativos ”gratuitos” – dependentes de anúncios – tempo para se ajustarem às mudanças.

A popularidade dos produtos da Apple e seus serviços, transformou a empresa em uma das mais lucrativas do mundo, com um valor de mercado de US$ 2,2 trilhões, o dobro de quando a pandemia começou.