CEO da Moderna alerta que as vacinas atuais podem não ser eficazes contra a nova variante Ômicron

O CEO da Moderna disse ao Financial Times na terça-feira que as vacinas existentes contra o coronavírus seriam muito menos eficazes no combate à nova variante Ômicron em comparação com as variantes anteriores do coronavírus. Os mercados financeiros caíram acentuadamente na terça-feira (30) depois que Stéphane Bancel, diretor executivo da farmacêutica Moderna, disse que as vacinas COVID-19 provavelmente não seriam tão eficazes contra a variante Ômicron quanto foram contra a variante Delta, gerando temores de que essa resitência poderia levar a mais doenças, hospitalizações e prolongar a pandemia.

Bancel havia dito anteriormente que em cerca de duas semanas eles teriam mais clareza sobre a eficácia das vacinas COVID-19 contra a variante Ômicron e que poderia levar meses para o desenvolvimento de uma vacina mais eficaz. Embora não esteja claro se as vacinas existentes precisarão ser modificadas para combater a nova variante, a Pfizer e a BioNTech disseram que estão trabalhando para entender que nível de proteção suas vacinas oferecem e como adaptá-las.  A fabricante chinesa Sinovac também disse que está trabalhando com parceiros internacionais para coletar e analisar amostras da nova variante para determinar a eficácia de sua vacina inativada, CoronaVac.

A Organização Mundial da Saúde e os cientistas também disseram que pode levar várias semanas para entender o nível de gravidade da variante e seu potencial de escapar da proteção contra a imunidade induzida por vacinas. A incerteza sobre a nova variante disparou um alarme global, e levou vários países a fecharem suas fronteiras lançando uma sombra sobre a recuperação econômica da pandemia que já dura há dois anos.

A variante Ômicron foi relatada pela primeira vez no dia 24 de novembro na África do Sul, e desde então já se espalhou para mais de 12 de países. O Japão, que é a terceira maior economia do mundo, confirmou seu primeiro caso ontem (30).

“O povo da África não pode ser responsabilizado pelo nível imoralmente baixo de vacinas disponíveis na África – e não deve ser penalizado por identificar e compartilhar informações científicas e de saúde cruciais com o mundo”, disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em um comunicado.

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