Líderes de grandes empresas japonesas estão sendo imunizados com vacina chinesa não aprovada

Uma vacina contra o coronavírus, que ainda não foi aprovada e que acredita-se ser produzida na China, foi trazida ao Japão e administrada em chefes e membros importantes de algumas empresas famosas do Japão, bem como em outros indivíduos ricos da sociedade.

Segundo as informações divulgadas pelo jornal Mainichi, desde o mês de novembro de 2020, 18 pessoas receberam a “imunização”.

As informações relatadas foram apresentadas por um consultor chinês que mantém laços estreitos com altos funcionários do Partido Comunista da China (PCC).

Como aconteceu o procedimento?

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De acordo com os relatos, no dia 12 de dezembro de 2020, o presidente de uma grande empresa de tecnologia da informação junto à sua esposa, foram até uma clínica localizada no bairro de Shinagawa, em Tóquio, para receberem a vacina chinesa.

No consultório, estavam o chefe da clínica e um homem chinês. Após as apresentações iniciais, a esposa do presidente perguntou se era realmente seguro receber a vacina. De acordo com o homem chinês que estava presente, o chefe da clínica que estava sentado de costas para eles não disse nada em reposta.

O homem chinês conhece o presidente da empresa há mais de 20 anos, e realiza trabalhos entre a China e o Japão. Ele recomendou a vacina ao casal dizendo que não precisariam se preocupar com os efeitos colaterais, uma vez que o único incômodo que poderiam sentir era uma dor muscular local (geralmente comum depois de uma vacina).

Segundo as informações, o casal recebeu um formulário perguntando se estavam de acordo para receber a vacina, mas neste formulário não havia nenhum questionamento sobre o histórico médico ou a presença de alguma alergia.

Logo depois de assinarem o papel, o casal foi imunizado com o frasco que tinha no rótulo termos como “COVID-19” e “novo coronavírus inativado”. Após serem imunizados, a esposa comentou:

“Talvez eu tenha ficado com muito medo de uma vacina simples”. Cada vacina custou cerca de 10.000 ienes por pessoa, e de acordo com o jornal Mainichi, o casal não apresentou quaisquer efeitos colaterais.

O chinês foi questionado sobre o motivo pelo qual ele teria abordado um presidente de uma empresa para ser vacinado contra o coronavírus, e em reposta ele disse:

“Não estamos oferecendo cegamente para uma ampla gama; as pessoas a quem queremos oferecê-los já estão definidas.

O chinês ainda disse que existe uma lista com o nome dos japoneses que receberam as vacinas. O arquivo se chama “Vaccine Business For China”, mas foi abreviado para “VBFC”.

Na lista estão os nomes de 15 homens e três mulheres, incluindo representantes de grandes empresas, seus familiares e conhecidos. Entre os empresários, estão alguns dos cérebros mais importantes do atual primeiro-ministro Yoshihide Suga.

O que leva os líderes de grandes empresas a tomarem vacinas produzidas na China?

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Segundo o presidente de uma instituição financeira, o sentimento de ser infectado pelo coronavírus traria uma impressão de que ele teria falhado como um administrador.

“Se eu fosse infectado pelo coronavírus, isso indicaria uma falha em meu controle, o que seria absolutamente imperdoável como administrador de uma empresa”.

Mesmo adotando medidas preventivas contra o vírus, o risco de ser infectado é muito alto, principalmente quando os jantares noturnos são inevitáveis no mundos dos negócios.

O que se sabe sobre a vacina chinesa?

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A vacina fabricada na China é inativada, contendo amostras de vírus feitas para perder seu poder de infectar. Em comparação com as vacinas de mRNA que estão sendo administradas nos EUA e na Europa, as vacinas chinesas são mais baratas e mais fáceis de transportar.

A importação de medicamentos (incluindo vacinas) é permitida apenas se a pessoa que os traz tem a intenção de uso próprio, e levando isso em consideração, é provável que as ações do chinês que trouxe as vacinas médicas com permissão para vender e distribuir a terceiros, estejam em violação da lei de assuntos farmacêuticos.

“É perigoso receber vacinas que não são administradas por médicos e que não são conhecidas”- comentou o Departamento de Segurança Farmacêutica e Saúde Ambiental.

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