Combate ao coronavírus: Japão é um exemplo para o mundo

A forma como o governo japonês está conseguindo frear o avanço da pandemia do coronavírus, sem precisar impor medidas extremamente rígidas, vem intrigando muitos especialistas pelo mundo.

O Japão foi um dos primeiros países do mundo a confirmar os primeiros casos de pessoas infectadas pelo coronavírus fora da China, tendo como marco principal o episódio do navio Diamond Princess.

O país poderia ter sido gravemente afetado pela pandemia, uma vez que possui a população mais idosa do mundo (grupo com maior vulnerabilidade ao vírus), um número de fumantes relativamente alto (maior risco de doenças respiratórias), e ainda possui uma enorme densidade populacional (maior disseminação do vírus).

No entanto, até o momento, o Japão não apresentou uma explosão do número de casos e as mortes no país ainda não ultrapassaram a marca de 1.000 pessoas.

Embora o governo tenha sido duramente criticado por oferecer uma resposta mais lenta ao surto do coronavírus, alguns especialistas elogiaram o papel dos rastreadores de contato que entraram em ação logo quando as primeiras infecções foram confirmadas no país.

A forma como o primeiro-ministro Shinzo Abe conduziu algumas medidas foram cruciais para evitar maior disseminação. Decisões como o fechamento das escolas, o cancelamento de grandes eventos e a declaração do estado de emergência antes da Golden Week podem ter sido algumas das medidas que ajudaram a evitar um aumento explosivo do número de casos.

Dentre os principais motivos que também explicam o “controle”do surto no país está a colaboração da população japonesa. A grande maioria das pessoas está respeitando o distanciamento social, utilizando máscaras e higienizando as mãos constantemente.

Muitos mercados e lojas do país também estão disponibilizando um vidro de álcool na entrada dos estabelecimentos. Além disso, também há barreiras de plástico que separam os funcionários dos clientes e algumas demarcações no chão para manter o distanciamento das pessoas nas filas.

No entanto, o Japão também vem recebendo muitas críticas pelo baixo número de testes que estão sendo realizados, pois apenas 0,2% da população foi realmente testada.

O Japão “controlou” a primeira onda de infecções, grande parte devido ao apoio da população que respeitou o isolamento social, servindo de exemplo para muitas nações onde os números de casos não param de subir. No entanto, mesmo que o número de infectados tenha diminuído no país, ainda é importante que a população fique bem atenta pois há riscos de uma segunda onda de infecções.


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