Uma pesquisa feita no Reino Unido relata que precisamos incorporar novas medidas para contenção do vírus, incluindo a “higiene bucal”, além da “vacina, máscara, e lavagem das mãos”.

Já estamos há quase um ano convivendo com a COVID-19. Aproximadamente 50 milhões de pessoas foram infectadas em todo o mundo, e o número de mortos ultrapassa 1,25 milhões, e mesmo assim o ritmo da infecção não diminuiu. Embora continue a causar muitas mortes, podemos dizer que o vírus está sofrendo mutações.

Em uma pesquisa feita no Reino Unido, algumas pessoas que morreram de COVID-19 foram examinadas, e os pesquisadores conseguiram verificar que as pessoas com má higiene bucal, quando infectadas, têm maior risco de agravamento da doença.

Você pode ler a pesquisa, “The role of oral bacteria in COVID-19″(em português, “O papel das bactérias orais e a COVID-19”).

Além das doenças cardíacas, hipertensão, e diabetes, as bactérias orais também estão sendo apontadas como um dos fatores que aumentam o risco de morte e o agravamento da doença.

Estudos já confirmaram que as bactérias orais aumentam o risco da transmissão de influenza, e de acordo com a nova pesquisa, o mesmo pode se dizer para a COVID-19.

De acordo com Koichi Ito, ex-presidente da Sociedade Japonesa de Periodontologia e Professor Emérito da Universidade Nihon, que é um dos principais pesquisadores em doença periodontal, “São as bactérias orais que aumentam o risco de infecção por vírus e outras bactérias. Pode-se dizer que isso faz parte de um conhecimento comum para pesquisadores e médicos. Existem muitos artigos, e foi relatado que o mesmo aconteceu há 100 anos com a Gripe Espanhola, então pacientes com cáries correm maior risco de contrair a influenza”.

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