Dois médicos indiciados pela morte de uma criança em Tokyo

Nesta terça feira (26), dois médicos foram indiciados sob a acusação de negligência que resultou na morte de um menino de 2 anos em um hospital de Tokyo, o caso teria acontecido devido ao uso excessivo de um sedativo em 2014.

Os médicos anestesistas que trabalhavam em um Hospital Universitário de Tokyo- Toru Kotani e Satoshi Fukuda – são acusados ​​de administrar dose excessiva do sedativo propofol em paciente submetido a uma cirurgia no pescoço em 18 de fevereiro de 2014.

Embora a polícia tenha investigado um total de seis médicos no ano passado, os dois foram considerados como os responsáveis ​​pelo caso fatal e foram os únicos indiciados.

Em princípio, a administração do sedativo a crianças que necessitam de ventilação artificial é proibida devido ao risco de efeitos colaterais, porém os médicos podem utilizar o sedativo de acordo com sua discrição.

Segundo relatório de investigação realizado pelo hospital, Kotani, responsável na época pela unidade de terapia intensiva do hospital, decidiu junto com Fukuda administrar o sedativo na criança, sem dar explicações à família, para tentar evitar que o tudo de ventilação escapasse do corpo do paciente.

Ainda, de acordo com especialistas, os médicos não os anestesistas não responderam ao caso adequadamente quando o paciente apresentou sinais de anormalidade.

A criança recebeu propofol equivalente a 2,7 vezes ao nível apropriado para um adulto por cerca de 70 horas, antes de morrer três dias depois de um efeito colateral do tratamento, disse o relatório.

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