É mais difícil ser vegetariano/vegano no Japão???

O número de pessoas que abraçam o veganismo e o vegetarianismo vem crescendo mundialmente nos últimos anos. Já é possível perceber essa revolução na alimentação da humanidade, seja por motivações de saúde física ou emocional, preocupações com o tratamento ético dos animais ou a redução do impacto ambiental.

É do conhecimento de muitos que as pessoas que praticam o veganismo e o vegetarianismo não consomem carne. Mas o que diferencia ambos afinal?

Os vegetarianos restringem o consumo de qualquer tipo de carne da alimentação; mas existem algumas subdivisões dentro desse grupo que podem consumir derivados de animais, como ovos, leite e mel por exemplo.

Já os veganos, além de não consumirem nenhum tipo de carne, não consomem nada de origem animal estendendo a restrição à todo e qualquer tipo de produto ou atividades que praticam a exploração animal.

Ambos são uma escolha de estilo de vida, movimentos que vêm mostrando uma tendência forte de crescimento e está se popularizando em vários países.

O Japão aparece no ranking dos cinco piores países para vegetarianos e veganos, ficando apenas atrás da França e da Argentina. O consumo de carne é alto no país, principalmente a de peixes; a maioria dos pratos típicos japoneses levam carne de porco e caldo de peixe (dashi) na sua composição, o que acaba sendo um ponto negativo para quem não come carne, isso sem contar que nas lojas de conveniências é difícil encontrar opções de alimentos que não possuam carne ou algum ingrediente de origem animal. Dessa forma, vocês já devem ter se perguntado será que é difícil ser vegetariano ou vegano no Japão?

A maioria dos estrangeiros que adotam o vegetarianismo ou o veganismo no Japão, consideram mais trabalhoso encontrar comidas que não tenham nenhum tipo de carne no mercado japonês, porém não é impossível. Para achar produtos japoneses  sem origem animal é necessário analisar bem cuidadosamente os rótulos antes de comprá-los.

A maneira mais segura e indicada é entrar em contato diretamente com a empresa fabricante e perguntar se o produto tem ou não origem animal em sua composição.

Entretanto existem grupos de estrangeiros vegetarianos e veganos que compartilham entre si quais produtos dos mercados japoneses são ou não de origem animal, eles geralmente fazem uma análise bem certinha e a compartilham com outras pessoas apenas após terem certeza, facilitando esse processo caso você ache muito trabalhoso contatar à empresa por conta.

Nos grandes centros e em cidades turísticas como Tóquio, Osaka e Kyoto, encontrar restaurantes com opções vegetarianas e veganas é bem mais fácil e acessível, existem muitas delas. A maioria das pessoas costumam usar o aplicativo Happy Cow para localizar os restaurantes mais próximos. O app é pago, mas facilita bastante a vida de quem está procurando comidas veganas por perto.

Apesar de parecer um pouco mais complicado do que em outros países, não é impossível achar produtos vegan/vegetarianos em lojas de produtos importados no Japão.

Existem muitos pratos japoneses que podem ser substituídos por versões sem carne e sem origem animal. Um exemplo são os tempurás de legumes, rámens e curry veganos, sushis de pepino entre muitos outros. Alguns alimentos japoneses que podem fazer parte da dieta sem carne são: tofus, shitakes, onigiris sem recheio, mochis, nasu e croquete de abóbora.

O que também acaba sendo uma opção para veganos e vegetarianos no Japão, é comprar os ingredientes e preparar a própria comida, pois além de ser um ato de cuidado consigo mesmo, acaba saindo mais barato do que comer fora. Com uma variedade de receitas na internet, o que não falta é criatividade para se aventurar na cozinha e descobrir as mais variadas combinações de verduras, legumes, frutas, grãos e temperos.

Se é difícil ou não ser vegano no Japão é bem relativo pois pode variar de acordo com a realidade de cada um. É importante frisar que o vegetarianismo e veganismo são opções de estilo de vida, que requerem bastante determinação. Conhecer gente que também segue esse caminho, valorizar e apoiar o trabalho de pessoas que são ativas nesse movimento, pode tornar a experiência muito mais agregadora.


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