Erupções cutâneas: possíveis novos sinais da COVID-19?

Os sintomas que aparecem em pacientes com casos mais leves da COVID-19, geralmente são a febre, tosse seca e o cansaço, já em casos mais graves, são a falta de ar e a dor no peito.

No entanto, outros sintomas menos comuns também estão sendo relatados em alguns casos de pacientes infectados, como por exemplo: a perda do olfato, vômito, diarreia e até mesmo erupções cutâneas na pele. 

Na Itália, cerca de 88 pacientes com COVID-19 foram avaliados por dermatologistas em um relatório do hospital. Nesta avaliação, os dermatologistas descobriram que 1 a cada 5 pacientes examinados apresentavam algum tipo de sintoma na pele, principalmente sinais de erupções cutâneas vermelhas no tronco.

Na Espanha, os médicos também relataram que cerca de 375 pacientes infectados apresentaram problemas relacionados à pele, como a urticária e infecções semelhantes à varicela, além do inchaço nos pés.

Foram identificadas pelo menos cinco tipos de erupções cutâneas. Segundo um estudo realizado por dermatologistas espanhóis, essas novas manifestações na pele tendem a aparecer em fases mais graves da COVID-19 e podem durar por vários dias. Para ler a pesquisa completa clique aqui.

Os pés de alguns pacientes infectados ficam inchados, vermelhos, doloridos e às vezes também apresentam coceiras (parecidas com frieiras) entre os dedos. Em outros casos, também é possível perceber algumas manchas “azuis” e bolhas nos dedos dos pés. Essas lesões que aparecem nos pés de alguns infectados, receberam o apelido de “dedos COVID”.

O pesquisador de doenças infecciosas, Michael Head da Universidade de Southampton, disse:

Com o COVID-19, erupções cutâneas e úlceras na pele foram observadas em alguns por cento dos pacientes hospitalizados. Ainda não sabemos a extensão desses links, ou precisamente por que essa inflamação ocorre em alguns pacientes, mas em outros não.”


 A Academia Americana de Dermatologia também se manifestou: “Não corra para a sala de emergência se os dedos forem a única preocupação”.

No início de maio, a Academia de Dermatologia emitiu um aviso de verificação de telemedicina, que permite que os médicos decidam através de uma consulta online, se os pacientes devem permanecer em isolamento social ou fazer o teste.

 


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