Escolas fechadas aumentam o risco de gravidez na adolescência no Japão

O Hospital Jikei, localizado na cidade de Kumamoto, relatou um aumento do número de jovens estudantes do ensino fundamental e médio que entraram em contato com o departamento de consultas para sanar dúvidas sobre gravidez.

Segundo os consultores do hospital, o aumento de adolescentes preocupados com uma gestação não planejada, teve início em março, logo após o fechamento das escolas japonesas e continua aumentando desde então.

No mês de abril, os consultores lidaram com o maior número de estudantes do ensino médio pedindo um aconselhamento a respeito do assunto. Cerca de 75 adolescentes japoneses entraram em contato com departamento, o que representa um aumento de 29% em relação ao mês de abril de 2019.

De acordo com o hospital, de todas as 592 consultas de gravidez em abril, 13% foram de adolescentes entretanto, os consultores acreditam que esse número possa ser ainda maior.

É importante ressaltar que o Japão sofre com a baixa taxa de natalidade a medida que a maioria dos casais não planejam ter filhos tão cedo.

Uma gravidez não planejada (em qualquer idade) é sempre um assunto muito delicado pois, envolve questões de preparo físico e psicológico além da própria vontade da pessoa e o apoio da família.

No Japão, a gravidez na adolescência ainda é vista como um assunto polêmico e de grande tabu pois, a maioria das jovens estudantes que engravidam, acabam sofrendo com a discriminação nas escolas e tendem a deixar os estudos.

No entanto, é importante destacar que nem todos os casos são assim pois, há jovens que contam tanto com o apoio da escola quanto com o da família para concluírem seus estudos.

Dessa forma, é preciso que os pais conversem cada vez mais com os filhos e juntamente com as escolas possam orientá-los sobre os métodos contraceptivos, oferencendo uma rede de apoio para auxiliá-los nesta fase cheia de descobertas.


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