via: Rapid tests for COVID-19 are missing early infections, expert warns | The Japan Times

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Especialista alerta que os testes rápidos de COVID-19 não estão detectando infecções precoces

Os testes rápidos de antígeno estão falhando em detectar os primeiros dias de infecções por coronavírus, um período em que as pessoas já são capazes de transmitir o vírus, de acordo com um virologista alemão proeminente.

Essas falhas podem acabar com os esforços para usar esses testes rápidos e baratos, que já estão amplamente implementados na Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos principalmente, para determinar se alguém pode entrar com segurança em um lugar onde pessoas estão se reunindo, relatou Christian Drosten, chefe do departamento de virologia da Berlin’s Charite Hospital, em um podcast.

Provavelmente levará meses até que esse fenômeno seja apoiado por dados clínicos em revistas científicas, disse ele. Isso porque, por enquanto, pessoas que acreditam ser saudáveis estão se sujeitando no mesmo dia a um teste rápido de antígeno ou o teste PCR (reação em cadeia da polimerase).

Normalmente, uma pessoa infectada é capaz de espalhar o coronavírus para outras pessoas por cerca de oito dias, começando alguns dias antes dos sintomas, observou Drosten. Embora os testes de PCR possam detectar infecções pré-sintomáticas, eles não são usados com esse objetivo em mente, a menos que alguém saiba que foi exposto ao vírus.

Os testes moleculares são complexos e caros e as pessoas geralmente precisam esperar um ou dois dias para obter seus resultados, o que pode atrasar, além da quarentena, as pesquisas de quem o infectado entrou em contato nos últimos dias.

Rápidos e baratos, os testes rápidos de antígenos são muitas vezes aclamados como uma solução potencial para esses problemas. Embora não sejam tão sensíveis quanto os testes de PCR, existem versões disponíveis que são bastante confiáveis, especialmente se as pessoas as usam várias vezes por semana. Pela facilidade de seu uso, eles podem capturar infecções que, de outra forma, não seriam detectadas.

Reguladores dos EUA autorizaram este mês, testes rápidos feitos pela Abbott Laboratories and Quidel Corp., para o uso em casa sem receita, abrindo as portas para sua ampla disponibilidade em lojas de varejo.

De acordo com Drosten, à medida que os testes rápidos de antígeno se proliferam, está ficando claro que as pessoas às vezes apresentam resultados negativos com essas novas ferramentas antes de apresentarem sintomas de COVID-19 e apresentarem resultados positivos posteriormente.

A proliferação de variantes do vírus pode ser uma das razões para o atraso na detecção de casos, disse Drosten.


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