Estagiário vietnamita exige desculpas por 2 anos de abuso no Japão

Um estagiário técnico vietnamita que trabalhou em uma empresa de construção no oeste do Japão disse na segunda-feira que foi violentamente abusado por colegas japoneses por cerca de dois anos.

Fukuyama Union Tampopo de 41 anos, alegou que sofreu ferimentos, incluindo ossos quebrados, como resultado das agressões que começaram cerca de um mês depois que ele entrou na companhia. 

Ele exige desculpas e compensação da empresa e da organização supervisora.

Segundo as informações, o vietnamita chegou ao Japão no outono de 2019.

Provas das agressões

Imagens de vídeo mostraram o vietnamita sendo atingido na cabeça e no corpo com uma vassoura enquanto trabalhava na traseira de um caminhão, além de ser acusado de não saber falar japonês e receber um soco do colega japonês.

Foto: Fukuyama Union Tanpopo/Kyodo

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O estagiário vietnamita foi levado sob custódia preventiva após consultar o sindicato em outubro de 2021 e disse que deseja se transferir para outra empresa no Japão e não relatou os incidentes à polícia.

O homem também afirma que quebrou as costelas após ser chutado por um colega usando botas de segurança e quebrou o dente.

Além disso, precisou levar pontos no lábio depois que uma parte do andaime foi jogada nele e o atingiu no rosto.

O silêncio que quase custou a vida

Em uma coletiva de imprensa realizada em Okayama, a vítima falou com a ajuda de um intérprete, que se manteve em silêncio porque não queria causar problemas para sua família ou outros estagiários técnicos.

Um advogado que representa a construtora se recusou a comentar, dizendo que estava em processo de negociação, enquanto um funcionário da organização supervisora ​​também se absteve de comentar a reclamação, citando discussões em andamento.

O programa de estágio técnico patrocinado pelo governo japonês foi introduzido em 1993 visando transferir habilidades para países em desenvolvimento, mas foi criticado por ser uma cobertura para as empresas importarem mão de obra barata de outros países asiáticos.

Fonte: The Mainichi

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