Estrangeiros têm visto de reentrada negado no Japão, apesar de terem testado negativo para coronavírus

Os vistos para reentrada no Japão estão gradualmente sendo autorizados, mas há casos de estrangeiros que foram forçados voltar ao seu país, embora tenham testado negativo para coronavírus.

O governo japonês exige dois exames testando negativo para coronavírus quando for feito o pedido de reentrada no país- um exame antes de fazer a viagem, e outro dentro do aeroporto no Japão.

Uma mulher de 25 anos partiu de Dalian, na China, no dia 11 agosto e no mesmo dia chegou no Aeroporto Internacional de Narita. No Japão ela fez o teste com técnica PCR, (teste de reação em cadeia de polimerase) e obteve o resultado uma hora depois, testando negativo para o vírus. Embora ela tenha apresentado o resultado negativo do teste feito na China, a resposta do escritório administrativo do aeroporto foi “você será enviada de volta para o país de partida”.

O governo japonês afirma que o teste deve ser feito por amostras da nasofaringe, que é a parte superior da garganta atrás do nariz, ou da saliva, e não aceitam testes feitos com amostras retiradas da faringe, ou parte da garganta, o que é mais comum na China. “Eu queria antemão uma explicação mais clara sobre as diferenças”, disse a chinesa de 25 anos que teve a sua entrada negada. Ela precisou ficar duas noites no Aeroporto Internacional de Narita, e após chegar na China precisou se isolar por mais duas semanas, devido às regulações do governo chinês.

Os testes “não aplicáveis” e os “erros de comunicação”

O ministério das Relações Exteriores do Japão explica em seu site como deve ser feito o teste: limitado apenas ao método e às amostras mencionadas no formato. O “formato” inclui somente o teste nasofaríngeo ou da saliva, considerando os outros testes como “não aplicáveis” quando se trata na reentrada de estrangeiros.

A mulher chinesa contou que teve dificuldade em achar um hospital que emitisse o resultado do teste em inglês, e o hospital que ela conseguiu fazer o teste só retirava amostras da garganta.

Além disso, as tarefas relacionadas aos pedidos de visto foram feitas por agências administrativas pelo governo chinês, onde fica a embaixada e consulados. “No site do Ministério das Relações Exteriores do Japão, não estava claramente escrito que amostras da garganta não seriam aceitas, e uma pessoa comum como eu não conseguiria entender que tipo de diferenças existem”, disse a mulher chinesa.


 

 

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