Gatinhos podem pegar coronavírus?

A Organização Mundial de Saúde (OMS), analisará mais cuidadosamente a possível transmissão do vírus causador da doença COVID-19 de humanos para animais, após um estudo ser publicado no site da revista Science.

A pesquisa sugere que alguns animais são mais suscetíveis ao SARS-CoV-2, nome científico do vírus que causa uma síndrome respiratória aguda grave.

Muitos acreditam que o vírus tenha se originado dos morcegos, mas os hospedeiros intermediários ainda são desconhecidos. A pesquisa mostra através de estudos que o vírus não se replica muito bem em cães, porcos, galinhas e patos, porém animais como furões e gatos são mais suscetíveis à infecção.

Um experimento feito revelou que os gatos são mais suscetíveis à infecções transmitidas pelo ar, podendo se infectar por gotículas respiratórias. Os gatinhos expostos aos vírus teriam desenvolvido lesões maciças nos pulmões, nariz e garganta.

Os pesquisadores “infectaram” os animais através da introdução de partículas virais pelo nariz. Foi constatado que nos furões, o vírus não causou uma doença grave, porém este ainda foi encontrado no trato respiratório; porcos, galinhas e patos não apresentaram nenhum tipo de sucessão à pegar o vírus. O estudo também revelou que os cães são menos propensos à contrair a infecção.

O objetivo do estudo foi fazer um levantamento de quais animais são mais vulneráveis ao vírus, para que sejam usados como testes no desenvolvimento de vacinas experimentais.

A pesquisa acaba levantando a questão se o vírus poderia atingir outras espécies de animais. Recentemente, um tigre no zoológico de Bronx em Nova York teria testado positivo para o coronavírus. O felino desenvolveu perda de apetite e tosse seca após o contato com um tratador infectado.

O chefe de doenças infecciosas do Hospital Brigham and Women’s de Boston, Daniel Kuritzkes disse:

O que esses dados fornecem é o apoio à recomendação de que as pessoas que estão com COVID-19 devem se distanciar, não apenas de outros membros da família, mas também de seus animais domésticos, para não transmitir o vírus à eles, principalmente para gatos ou outros felinos”

Embasada nas evidências do momento, a epidemiologista da OMS, Maria Van Kerkhove, disse em uma entrevista coletiva que acredita que os animais não estejam desempenhando um papel na transmissão, mas acredita que eles possam ser infectados por uma pessoa que esteja com o vírus.

Contudo, vale destacar que a Associação de Medicina Veterinária dos EUA, manifestou-se em advertência dizendo que “o fato de que um animal possa se infectar experimentalmente com um vírus não significa que se infecte com esse mesmo vírus em condições naturais”.

Apesar dos dados do estudo publicado na revista científica, há algumas controvérsias pois ainda não existem estudos que comprovem oficialmente que humanos possam transmitir o vírus para os animais.

Para ler a pesquisa completa no site da revista Science, acesse aqui.


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