Governo japonês é processado por não divulgar o preço unitário da “Abenomask”

Um professor de Direito processou o governo japonês, exigindo que revelasse o preço unitário das máscaras de pano laváveis, conhecidas como “Abenomasks”, que foram entregues gratuitamente para todas as famílias do Japão.

A iniciativa do então primeiro-ministro Shinzo Abe de ajudar a conter a disseminação do novo coronavírus gerou críticas devido à má qualidade das máscaras e sua lenta entrega ao povo, vista como uma resposta inadequada do governo à pandemia.

No processo apresentado ao Tribunal Distrital de Osaka, Hiroshi Kamiwaki, da Universidade Kobe Gakuin, alegou que o governo não deve reter as informações, uma vez que impede a discussão sobre custo-eficácia, e sobre a adequação da política de distribuição de máscaras. O projeto custou ao governo 26 bilhões de ienes (US $ 247 milhões), com 18,4 bilhões de ienes gastos em aquisições e 7,6 bilhões de ienes na entrega.

A “Lei da Oferta e da Procura”

O preço das máscaras descartáveis dispararam depois da pandemia, na internet havia máscaras descartáveis por preços exorbitantes, fazendo o governo proibir a revenda de máscaras. Para relembrar a matéria clique aqui. As lojas e farmácias faziam filas enormes logo de manhã; clientes estavam à procura de máscaras a qualquer custo, então a “Abenomasks” parecia ser uma solução para o momento.

O professor Kamiwaki argumenta que o preço unitário e os dados do pedido não devem ser tratados como informações confidenciais.

“O governo Abe apagou dados considerados inconvenientes por seus membros. Estou preocupado que o novo governo do primeiro-ministro Suga possa herdar seu legado negativo”, disse Kamiwaki.


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