Governo pretende distribuir 12.000 ienes para cada cidadão para incentivar o consumo e girar economia

O governo japonês e seus partidos aliados estão considerando distribuir mais de 12.000 ienes por cidadão em dinheiro como parte de um pacote de estímulo econômico de emergência em resposta à disseminação do coronavírus no Japão.

A medida surgiu em meio à queda dos gastos dos consumidores depois que o governo pediu para a população evitar de sair de casa, o que consequentemente fez as pessoas parassem ou reduzissem as idas às compras. Essa não seria a primeira vez que o governo distribuiria dinheiro à população, uma vez que também deu 12.000 ienes para cada cidadão na crise de 2008/2009.

Nessa última terça-feira (17), o primeiro-ministro Shinzo Abe se reuniu em seu escritório com Fumio Kishida, chefe de política do Partido Liberal Democrático (LDP), para discutir algumas medidas econômicas. Após a reunião, Kishida disse ao repórteres locais: “Fiquei sabendo sobre as intenções do primeiro-ministro, e chegamos a um acordo sobre a orientação geral “. Ainda nessa semana, um dia antes da reunião, Abe instruiu Kishida a organizar um pacote de estímulo econômico, que aparentemente será “cash handouts“, ou seja, donativos em dinheiro.

Na época dos handouts de 2009, quando o primeiro-ministro era Taro Aso (que hoje atua como Ministro das Finanças), cerca de 2 trilhões de ienes foram distribuídos, sendo que os jovens com menos de 18 anos e idosos com mais de 65 anos receberam 20.000 ienes cada e o resto da população recebeu 12.000.  Porém, alguns críticos apontaram mais tarde que os donativos “acabaram como economia, e dificilmente os consumidores chegaram a gastar esse dinheiro”.

O governo e o LDP pretendem aumentar a quantia que foi oferecida em 2009 como mais estímulo para a população gastar e girar a economia.

Um funcionário com alto cargo no partido disse que as medidas custarão no mínimo 15 trilhões de ienes. Algumas pessoas no governo e de partidos da oposição estão pedindo que o governo reduza a taxa de imposto de 10% para estimular os gastos do consumidor.

Em contrapartida, um membro do LDP disse que as empresas acabaram de se adaptar ao uso da taxa de 10% que foi implementada em outubro do ano passado (antes era de 8%) e que uma mudança causaria uma enorme confusão.


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