Homem de Osaka é preso por fazer testes no lugar de outras pessoas e ganhar milhões de ienes

Um homem de Osaka foi preso por fazer um teste de recrutamento online para outra pessoa em troca de dinheiro, marcando o primeiro caso desse tipo no Japão, informou o Departamento de Polícia Metropolitana na última terça-feira (22).

Nobuto Tanaka, 28, funcionário da Kansai Electric Power Co., foi preso na segunda-feira pela polícia de Tóquio por supostamente fazer o teste de recrutamento online de uma empresa de cartão de crédito para uma estudante universitária em abril.

Segundo as informações, ele fez milhares de exames para outras pessoas.

A polícia também encaminhou o caso da estudante aos promotores na terça-feira (22) sobre a criação e compartilhamento não autorizados de informações digitais confidenciais.

A prisão destaca o crescente problema de trapaça em exames de recrutamento online, cada vez mais adotados por empresas no Japão devido à pandemia.

Tanaka também é suspeito de ter feito exames para cerca de 1.000 empresas diferentes desde janeiro, após receber solicitações de cerca de 300 pessoas por meio da mídia social, informou a polícia.

Ele teria dito aos investigadores que fez cerca de 4.000 testes durante quatro anos. Somente neste ano, a polícia acredita que Tanaka tenha ganhado cerca de 4 milhões de ienes (US$ 28.000). Ele cobrava cerca de 2.000 ienes por pessoa.

Acredita-se que ele tenha feito testes para cerca de 20 empresas a pedido da aluna e recebido cerca de 100.000 ienes como pagamento.

“No começo era apenas para ganhar algum dinheiro, mas achei gratificante depois que os alunos me mostraram seu apreço”, disse Tanaka.

“Sinto remorso por impactar negativamente os alunos e as empresas”, acrescentou.

Formado em uma das escolas de pós-graduação da Universidade de Kyoto, Tanaka aparentemente divulgou sua história acadêmica nas redes sociais e disse que teve uma “taxa de aprovação superior a 95%”.

Em reposta ao caso, a Kansai Electric disse que a prisão de Tanaka foi “extremamente lamentável” e que sua posição na empresa seria “estritamente tratada” de acordo com o resultado da investigação.

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Fonte: Kyodo News

Imagem de destaque: Kyodo

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