Japão considera flexibilizar a proibição de entrada para estrangeiros não residentes

O primeiro-ministro Fumio Kishida anunciou que o governo considerará flexibilizar a proibição de entrada para estrangeiros não residentes, que foi introduzida em novembro, em meio às críticas crescentes.

Embora não tenha afirmado quando o controle de fronteira será facilitado, as medidas atuais estão programadas para terminar em 28 de fevereiro.

O governo também considera que as atuais medidas restritivas não são mais necessárias, visto que a Ômicron já se tornou a linhagem dominante no Japão.

“Consideraremos o conhecimento científico acumulado sobre a variante Ômicron, as mudanças nas condições da infecção dentro e fora do Japão e as medidas de controle de fronteiras de outros países”- disse Kishida a repórteres em Tóquio.

Os detalhes da decisão sobre o controle das fronteiras serão anunciados na próxima semana pelo governo central.

As observações de Kishida foram anunciadas após várias críticas de muitos líderes acadêmicos e empresariais. O rígido controle de fronteira do Japão impediu que estudantes internacionais entrassem no país, levando alguns a considerar outras opções, como a Coreia do Sul.

Crédito: Akio Kon/Bloomberg

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A comunidade empresarial, que enfrenta uma escassez crônica de trabalhadores, pediu o levantamento da proibição. O governo está considerando diminuir o limite de entradas diárias do exterior dos atuais 3.500.

A proibição de entrada está em vigor desde 30 de novembro de 2021, quando o Japão confirmou seu primeiro caso da variante Ômicron.

O governo disse que planeja permitir que alguns estudantes estrangeiros patrocinados pelo governo que tenham menos de um ano até se formarem ou terminarem seus estudos, entrem no país como casos excepcionais.

Entrando no Japão

Para os não residentes que chegam ao Japão sob condições especiais, é necessário cumprir um período de quarentena de sete dias após a chegada. Mas o governo pretende encurtar o período para três ou cinco dias, desde que sejam apresentados os certificados de um resultado negativo do teste COVID-19 ou uma terceira dose de vacina contra o coronavírus. 

Fonte: The Mainichi

Imagem de destaque: KYODO

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