Japão investirá em inteligência artificial para ajudar seus residentes a encontrar um amor

Com o envelhecimento da população, e o baixo número de nascimentos, a população do Japão está diminuindo ano após ano. Essa é uma questão preocupante, pois o país possui uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo.

Para a amenizar a queda da natalidade, o governo japonês pretende investir em inteligência artificial para unir possíveis parceiros e consequentemente, aumentar o número de nascimentos, informou o jornal Yomiuri.

Segundo dados do governo, o número de casamentos caiu em 200 mil em menos de 20 anos. E em 2019, o Japão registrou apenas 865 mil nascimentos, o menor número de todos os anos.

Crédito: Getty Images

De acordo com o jornal Yomiuri, a partir de 2021 o governo nacional passará a apoiar os projetos dos governos locais que ajudam os residentes a encontrar possíveis parceiros usando a inteligência artificial.

Mesmo que os pretendentes não estejam 100% dentro dos requisitos, incluindo idade e renda anual, o objetivo principal é aumentar o número de casamentos, selecionando um parceiro “compatível” por meio da tecnologia.

O governo planeja alocar cerca de 2 bilhões de ienes no próximo ano fiscal e subsidiar 2/3 das despesas para os governos locais que introduzirem e operarem os sistemas de inteligência artificial (IA).

Atualmente, cerca de 25 prefeituras oferecem o matchmaking, que apoia homens e mulheres que pretendem se casar. No entanto, esse sistema ajuda a encontrar um parceiro baseado nas condições desejadas como idade, formação, renda, hobbies, através de um formulário padronizado gerenciado por uma pessoa.

Já no sistema da inteligência artificial, os pretendentes são selecionados mesmo que os “requisitos” não sejam atendidos.

O sistema de inteligência artificial trabalhará com possibilidades. Pode ser que dará certo ou pode ser que não.

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O casamento é um passo muito sério na vida das pessoas, pois além de mudar a vida dos pretendentes, é um passo importante para a construção de uma família, que terá que lidar com questões extremamente realistas.

Escolher um bom parceiro não é uma questão apenas de “sorte”, e embora a tecnologia esteja aí para ajudar as pessoas nesse processo, as pessoas precisam de tempo para se conhecerem de verdade e saberem se são compatíveis ou não para compartilharem uma vida a dois.

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