Japão registra mais de 13 mil casos de coronavírus em meio à rápida disseminação da Ômicron

A contagem de casos diários de coronavírus no Japão ultrapassou 13 mil na quarta-feira (12) pela primeira vez em mais de quatro meses, a medida que uma sexta onda de infecções estimulada pela variante Ômicron continua a se espalhar pelo país.

A contagem nacional ficou em 13.244, com a capital japonesa confirmando 2.198 dos casos.

O ritmo em que os casos de coronavírus aumentou foi rápido. No início de janeiro, mil casos foram confirmados e a contagem ultrapassou os 10 mil em apenas oito dias.

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O número relatado na quarta-feira pelo governo metropolitano foi mais que o dobro dos 962 casos registrados na terça-feira, ou seja, um aumento de cerca de cinco vezes em relação à semana anterior.

Kyodo

A prefeitura de Osaka registrou no mesmo dia 1.711 novas infecções. A ilha de Okinawa, no sul, confirmou 1.644 novos casos, enquanto a prefeitura de Yamaguchi, no oeste, registrou um recorde de 182 novas infecções.

Okinawa, Yamaguchi e a prefeitura vizinha de Hiroshima estão em um quase estado de emergência, que entrou em vigor no domingo (9). Os restaurantes foram solicitados a reduzir o horário comercial e não servir bebidas alcoólicas.

Os governadores das três prefeituras suspeitam que a disseminação do COVID-19 nas bases dos EUA em Okinawa e Yamaguchi contribuiu para o aumento das infecções.

Quando a situação saiu do controle no Japão?

REUTERS/Kim Kyung-Hoon

As infecções diárias estavam na casa das centenas desde meados de setembro, após a quinta onda da pandemia ser controlada, mas os casos começaram a aumentar a partir do final de 2021 devido ao surgimento da cepa Ômicron.

O governo central está considerando encurtar o intervalo entre a segunda e a terceira vacina contra a COVID-19, de oito meses para sete meses para pessoas com menos de 65 anos a partir de março.

O intervalo para profissionais de saúde e idosos em lares de idosos foi reduzido para seis meses em dezembro, enquanto os outros idosos poderão receber suas doses de reforço após um intervalo de sete meses a partir de fevereiro.

Para evitar sobrecarregar o sistema médico, o governo central mudou sua política de hospitalizar todos os infectados com a variante Ômicron para apenas hospitalizar aqueles em risco de desenvolver sintomas graves.

O Ministério da Saúde disse na quarta-feira que cerca de 16 mil instituições médicas cooperarão na prestação de visitas domiciliares e monitoramento de pacientes em recuperação em casa.

O Japão também aumentou sua capacidade médica para poder admitir 37 mil pacientes em hospitais, um aumento de 30% em relação ao nível marcado quando o país estava enfrentando o pico da pandemia, em agosto de 2021.

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Fonte: The Mainichi

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