Japão usará robôs para ajudar as pessoas isoladas a voltarem à sociedade

Você já parou para pensar como nosso mundo está avançando cada vez mais na tecnologia e desenvolvendo novos meios de comunicações virtuais, mas ao mesmo tempo está deixando de lado o contato físico e a conexão com as pessoas?

Quem são os Hikikomoris?

No Japão, existe um grupo de pessoas que vivem isoladas da sociedade e são conhecidas como hikikomoris. Este pode ser considerado um problema de saúde pública no Japão, uma vez que milhares de jovens se encontram nesta situação devido às pressões para serem sempre “perfeitos”. Essa pressão acaba levando muitas pessoas a desenvolverem problemas de baixa autoestima e em alguns casos extremos a desenvolver problemas psiquiátricos mais graves. Em casos mais extremos, filhos passam a vida inteira em suas casas, chegando aos quarenta anos sem experiência profissional e ainda dependentes dos pais idosos.

Um governo local no Japão lançou um programa inovador para ajudar essas pessoas que estão socialmente isoladas. A cidade de Kobe, localizada no oeste do Japão, apresentará robôs para ajudá-los a interagir com outras pessoas remotamente. Estima-se que haja cerca de 6.600 reclusos em Kobe e o conselho de bem-estar social da cidade e os centros de atividades comunitárias criaram 13 lugares para que eles possam passar o tempo enquanto fazem a transição gradual de volta à sociedade.

O robô avatar, que foi desenvolvido pela Ory Lab Inc. com sede em Tóquio e fundada no ano de 2012, tem 23 centímetros de altura e é chamado de Orihime. Os usuários podem conversar com outras pessoas controlando a fala e o movimento dos braços dos robôs por meio de um smartphone ou computador.

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Crédito: OryLaboratory

O governo de Kobe pretende permitir que os reclusos sociais interajam com outros participantes nas instalações usando os robôs Orihime, para desenvolverem conversas básicas sobre idade, apelidos, compartilhar gostos em comum, com o objetivo de fazer com que os hikikomoris se sintam mais confortáveis para participar das atividades presencialmente nos próximos meses.

O governo de Kobe lançou a iniciativa neste mês de dezembro e disse que 10 pessoas já se interessaram em usar os robôs, tornando-se a primeira prefeitura no Japão a utilizar os robôs Orihime para essas tarefas.

Os robôs Orihime foram originalmente projetados para ajudar deficientes físicos ou pacientes em hospitais e agora também ajudarão os hikikomoris a se comunicarem com outras pessoas. Eles podem ser controlados para serem usados em ambientes externos por meio de um aplicativo de smartphone, enquanto as pessoas podem ficar em ambientes internos.

O Japão está lutando contra o surgimento dos hikikomoris desde a década de 1990. No entanto, os governos têm acompanhado esses grupos de pessoas ainda mais de perto, considerando a tensão psicológica deixada pela pandemia do coronavírus. A fim de lidar com o número crescente de suicídios e problemas de saúde mental, o Japão nomeou seu primeiro Ministro da Solidão no mês de fevereiro.

Os hikikomoris da cidade de Kobe poderão reservar os robôs gratuitamente, mas o govenro está elaborando um cronograma para simplificar o processo de empréstimo. Um dos principais objetivos da criação do robô Orihime, é fazer com que as “pessoas cresçam e criem uma esfera social que lhes permita lutar contra a solidão que está permeando no mundo atual”.

Para mais informações sobre o empréstimos dos robôs na província de Kobe, clique aqui.

Você também pode assistir estes vídeos para entender como os robôs ajudam as pessoas deficiêntes:

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