Jornada mensal de hora extra, sobrecarrega 70% dos professores japoneses, relata pesquisa

Pesquisa realizada pela Universidade de Nagóia mostra que um em três professores com uma jornada mensal de mais de 40 horas extras, trabalham mais horas, porém não relatam horas extra a pedido de supervisores.

Cerca de 70% de professores do Ensino Fundamental no Japão têm uma jornada mensal de hora extra que excede 80 horas no mês, a maioria deles estão na linha tênue para terem ‘karoshi’, que significa morte por trabalho excessivo em japonês.

Crédito: Unsplash, Jeswin Thomas

A pesquisa de Ryo Uchida, da Universidade de Nagóia, mostra que a jornada de trabalho excessiva pode causar problemas aos professores e alunos — “Isso é um problema social”, disse o pesquisador. Uma pesquisa feita em 2016, mostrou que 30% dos professores do Ensino Fundamental I, e 60% dos professores do Ensino Fundamental II, tinham uma jornada de hora extra que excedia 80 horas por mês.

A mais nova pesquisa foi feita com 924 professores com faixa etária de 20 a 50 anos, e mostrou que 74.4% dos professores do Ensino Fundamental II estavam tendo uma carga horária de horas extra que excedia a 80 horas, e 18.1% de professores do Ensino Fundamental II, e 10.8% de professores do Ensino Fundamental I tinham uma carga horária de horas extra que excedia a 40 horas — 50% deles relataram não ter horário livre para o almoço.

Professores são obrigados pelos seus supervisores a não expor a jornada de trabalho, e 43% deles disseram que não relatam as horas de trabalho nos finais de semana.

“Com uma orientação mais rigorosa em vigor, os professores que levam trabalhos para fazer em casa estão aumentando. É preciso aumentar o número de professores e reduzir a carga de trabalho ou terceirizar algum desses trabalhos”, disse Uchida.

Fonte: The Mainichi

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