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Neozelandesa será a 1ª atleta transgênero das Olimpíadas

2021.06.22

A halterofilista Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, deverá se tornar a primeira atleta transgênero que competirá nos Jogos Olímpicos, após ser selecionada em uma decisão polêmica.

O halterofilismo ou levantamento de peso olímpico é um esporte onde os atletas tentam levantar o maior peso que conseguirem do chão sobre a cabeça. Hubbard foi selecionada para a seleção nacional nesta última segunda-feira (21), e competirá na categoria feminina de 87 kg. Além dela, outros quatro integrantes neozelandeses da equipe de levantamento de peso também foram selecionados para as Olimpíadas.

“Estou grata e humilde pela gentileza e apoio que me foi dado por tantos neozelandeses”– expressou Hubbard.

Apesar da escolha, muitos críticos consideram injusta a participação da atleta, visto que ela passou pela puberdade como um homem e de certa forma adquiriu um maior aumento da densidade óssea e muscular.

“É uma política falha do COI que permitiu a seleção de um homem biológico de 43 anos que se identifica como mulher para competir na categoria feminina-expressou o grupo Save Women’s Sport Australasia, grupo de defesa contra atletas transgêneros que competem em categorias femininas.

-Menos preconceito e mais respeito

Laurel Hubbard participava de competições de levantamento de peso na categoria masculina antes de sua transição em 2013.

Ela está elegível para competir as Olimpíadas desde 2015, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu novas diretrizes permitindo que atletas transgêneros competissem como mulheres. No entanto, os níveis de testosterona, hormônio que aumenta a massa muscular, precisam estar abaixo de 10 nanomoles por litro por pelo menos 12 meses antes da primeira competição.

“Reconhecemos que a identidade de gênero no esporte é uma questão altamente sensível e complexa que exige um equilíbrio entre direitos humanos e justiça no campo de jogo”-disse Kereny Smith, CEO do Comitê Olímpico da Nova Zelândia.

Como equipe da Nova Zelândia, temos uma forte cultura de inclusão e respeito por todos”-acrescentou Smith.

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