Pessoas transgênero estão aumentando em ritmo recorde no Japão

Segundo uma pesquisa judicial divulgada neste último domingo (3), cerca de 948 pessoas alteraram seu gênero oficialmente em 2019 no Japão, o maior número desde que uma lei foi aplicada como parte dos esforços para proteger os direitos dos transgêneros.

Embora cada vez mais pessoas estejam ganhando consciência pública generalizada, o ambiente ao redor das pessoas transgêneros ainda continua estrito e com pouca abertura para a solicitação de “adaptação de gênero” nos registros familiares.

Segundo dados compilados pelo STF, a quantidade de pessoas que não se identificam com o gênero que nasceram foi de 868 em 2018 e 903 em 2017.

No ano em que a lei de proteção aos direitos das pessoas transgêneros entrou em vigor (2004), apenas 97 pessoas foram registradas como transgêneros, e ao longo de 15 anos (até 2019), o número total de registros foi de 9.625.

Segundo essa lei, as pessoas que são diagnosticadas com transtorno de identidade de gênero por pelo menos dois médicos, podem solicitar a alteração de seu registro, no entanto, devem seguir algumas condições como: ter 20 anos ou mais, não ser casado, não ter filhos menores de idade e não ter mais órgãos reprodutivos do sexo que nasceram funcionando.

Crédito: Getty Images

Em 2019 o Japão elegeu a primeira pessoa transgênero como membro de uma assembleia em um distrito eleitoral do leste da cidade de Sapporo, na ilha de Hokkaido. Ayako Fuchigami decidiu entrar para a política após o suicídio de um companheiro e tinha como meta principal, mudar a atitude da sociedade japonesa em relação às pessoas LGBTs.

O gênero é uma construção social que devemos desconstruir para que cada vez mais pessoas possam se sentir livres para serem o que quiserem ser. É um assunto que deve ser muito debatido nas escolas, em casa, na televisão, para que as mentes em desenvolvimento possam acolher, compreender e respeitar as pessoas que decidem adaptar seus corpos ao gênero que mais se identificam.

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