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Plano olímpico “bolha”para evitar o coronavírus estoura e leva ao caos em hotéis e aeroportos

2021.07.16

A “bolha” que provavelmente conteria os atletas olímpicos e outros funcionários envolvidos para evitar a disseminação do coronavírus já estourou, levantando dúvidas sobre a realização segura das Olimpíadas.

Estamos a uma semana do início dos Jogos de Tóquio, e o plano dos organizadores para distanciar as pessoas envolvidas no evento e o público em geral está falhando.

Os aeroportos e hotéis estão passando por um verdadeiro caos, uma vez que os funcionários dos aeroportos tentam guiar as delegações olímpicas e os hotéis não sabem como verificar e identificar as pessoas que estão quebrando as regras entre seus hóspedes do exterior.

“Indireta” para a chegada da delegação olímpica brasileira

O jornal Asahi relatou que a delegação olímpica brasileira pousou no Aeroporto Internacional de Haneda (Tóquio) na manhã do dia 14 de julho, passaram por um portão que seria “apenas para funcionários do aeroporto” para chegar ao saguão de desembarque.

No entanto, alguns brasileiros pararam para tirar selfies e bateram nos punhos de outros passageiros.

Após 50 voluntários estarem acenando com a mão em forma de cumprimento para eles, a delegação seguiu por uma rota de  cerca de 2 metros de distância dos demais passageiros.

Achei que eles estavam usando um sistema de bolhas” (…) “Estou surpresa pois pensei que eles seriam mantidos fora de vista e usariam uma rota secreta”- disse uma mulher na faixa dos 50 anos.

Apesar do plano “bolha”, os funcionários encarregados de orientar as delegações estrangeiras na entrada nos aeroportos estão enfrentando problemas para evitar essa interação com o público.

Um aplicativo de rastreamento chamado OCHA projetado para manter a “bolha” e evitar a disseminação do coronavírus também está sendo usado pelos envolvidos nas Olimpíadas.

“Bolha” apenas no nome

Após o caso envolvendo a equipe de rúgbi da África do Sul, um  funcionário do governo responsável pelo controle das fronteiras acabou admitindo que o plano da “bolha” é apenas no nome.

Cerca de 21 membros da equipe Springbok Sevens testaram negativo para o coronavírus na chegada ao Japão e conforme o programado iriam para um acampamento pré-olímpico em Kagoshima.

No entanto, eles foram informados que um passageiro do mesmo voo testou positivo para o vírus, e que pelo menos 18 dos membros poderiam ter sido expostos ao contágio. O acampamento acabou sendo cancelado e agora os atletas estão isolados nas acomodações que foram designadas.

“É impossível isolar completamente as delegações olímpicas do público em geral”-acrescentou o funcionário do governo.

A situação dos hotéis que recebem os atletas e outros envolvidos nas olimpíadas também é preocupante, uma vez que é complicado separar os hóspedes comuns das pessoas envolvidas nas Olimpíadas. Um desses hotéis designados para receber oficiais olímpicos está se esforçando para implementar sistemas de check-in mais simples a fim de reduzir o contato entre os hóspedes e organizar horários diferentes para os convidados olímpicos e outros visitantes.

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