Primeiro-ministro Shinzo Abe pode considerar o adiamento do ano letivo para setembro

Diferente de outros países, o ano letivo japonês tem início no mês de abril e se estende até março do ano seguinte. Muitos jovens japoneses que desejam estudar no exterior acabam encontrando dificuldades por conta dessa diferença no calendário escolar.

As escolas japonesas estão fechadas desde o dia 27 de fevereiro atendendo a solicitação do governo para conter a disseminação do coronavírus. A princípio elas permaneceriam fechadas até 6 de maio, no entanto há suspeitas de que as aulas nas escolas possam continuar suspensas mesmo após esta data.

Dessa forma algumas autoridades políticas japonesas já estão se manifestando em favor do adiamento do ano letivo para o mês de setembro em uma tentativa de uniformizar o calendário escolar do Japão com o restante do mundo.

O ministro da Educação Koichi Hagiuda apoiou essa possibilidade que agora será analisada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe e outros governadores do Japão.

Shinzo Abe disse na quarta-feira (29) que não irá descartá-la e irá considerar a opção visto que o número de infectados por coronavírus ainda é crescente no país e as aulas nas escolas não têm previsão de voltarem tão cedo à normalidade.

Na terça-feira (28) a governadora de Tóquio, Yuriko Koike se manifestou dizendo: – “se o novo semestre começar em setembro, o jardim de infância, as escolas primárias e secundárias e a procura de emprego mudarão. Será uma chance de mudar a sociedade.”

Devido o fechamento temporário das escolas muitos pais já estão ficando preocupados com o desempenho escolar de seus filhos e esperam prontamente uma decisão por parte das autoridades.


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