via: Minimal drop in crowds in Tokyo on first day of 3rd COVID-19 state of emergency - The Mainichi

Japão

Queda mínima de aglomeração em Tóquio no primeiro dia do estado de emergência

As quatro prefeituras de Tóquio, Osaka, Kyoto e Hyogo, onde as infecções por coronavírus estão se espalhando novamente, passaram por uma terceira declaração de estado de emergência em 25 de abril.

Em Tóquio, lojas de departamentos e outras grandes instalações comerciais foram fechadas, mas pessoas foram vistas nas filas das lojas que continuaram abertas.

No fim de tarde em Ginza, Tóquio, clientes de todas as idades entravam e saíam da rua Chuo-dori. As lojas de departamentos estavam fechadas, mas uma loja que vende joias e produtos de grife estava aberta.

Uma funcionária de escritório em Setagaya, Tóquio, de 43 anos pareceu surpresa ao dizer: “Vim aqui comprar uma mochila escolar para minha filha, que entrará na escola primária na próxima primavera. Hoje foi o dia em que marquei para vir à loja, então não tive escolha a não ser passar por aqui. Não achei que haveria tantas pessoas”.

Embora as instalações comerciais com uma área total de mais de 1.000 metros quadrados tenham sido solicitadas à fechar, o Governo Metropolitano de Tóquio pediu para que as lojas de até 1.000 metros   quadrados também cooperassem e não abrissem.

Um gerente de 40 anos de uma loja de calçados masculinos que estava aberta disse: “Pessoas desapareceram desta área quando o primeiro estado de emergência foi decretado no ano passado, mas hoje a multidão é a mesma de sempre. Eu não posso perder a oportunidade de abrir durante o período de férias, que é o melhor  momento para ganhar dinheiro”.

Em Shinjuku, Shibuya e Ikebukuro, algumas grandes lojas nas ruas e becos estavam abertas para negócios.

Takayuki Hirai (60), um segurança de um prédio em frente à travessia de Shibuya, relatou: “As multidões estão menores do que na semana passada, contudo, em comparação ao primeiro estado de emergência decretado, o número de pessoas parece 3 vezes maior”.

Às 20h, as luzes em Shinjuku e Shibuya foram parcialmente desligadas, atendendo a um pedido do governador de Tóquio, Yuriko Koike, de que as placas e as luzes de neon nas vitrines fossem desligadas. O objetivo era desencorajar as pessoas a sair, escurecendo as ruas, mas se tornou um assunto polêmico na internet, pois lembrava as pessoas dos “apagões” que restringiam as luzes para evitar ataques na Segunda Guerra Mundial.

Leia também:

Aumento do vírus e derrota nas eleições colocam em questão o futuro do Primeiro-ministro

#diaadia


 

Queda mínima de aglomeração em Tóquio no primeiro dia do estado de emergência Japão