via: Coronavírus: Como a pandemia mudou 'campeã' entre melhores cidades do mundo para se viver

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Tóquio e Osaka no ranking entre as melhores cidades para se viver em 2021, segundo o ranking da revista The Economist

2021.06.27

A pesquisa é realizada todos os anos, mas em 2021 notou-se ainda mais o impacto da pandemia, sendo fator determinante as medidas tomadas pelos países em relação ao controle do surto da pandemia. Por consequência, cidades europeias caíram no ranking, enquanto as da Austrália, Japão e Nova Zelândia ganharam posições por reagiream com rapidez e ter tomados medidas eficazes contra o surto de coronavírus, de modo a minimizar os casos e, assim, afrouxar as restrições mais rapidamente, o que afetou consideravelmente a qualidade de vida da população.

O levantamento realizado pela Unidade de Inteligência, braço de pesquisa da revista britânica The Economist, classificou 140 cidades do mundo analisando cinco quesitos como estabilidade, saúde pública, culttura e meio-ambiente, educação e infraestrutura.

No ranking, seis da 10 melhores cidades posicionadas são localizadas na Nova Zelândia e Austrália, em grande parte por causa da forma como os governos lidaram com a pandemia no início de surto, as medidas rígidas de controle de entrada e saída de pessoas do país tornaram possível o retorno a uma vida relativamente “normal” nesses países.

“Auckland subiu ao topo do ranking devido a sua abordagem bem-sucedida na contenção da pandemia de covid-19, o que permitiu que sua sociedade permanecesse aberta e a cidade ganhasse pontos fortes”, disse a EIU.

Osaka e Tóquio, cidades do Japão, ficaram em segundo e quarto lugar, respectivamente, mantendo estabilidade no topo da lista de melhores cidades para viver, e são as únicas cidade asiáticas no top 10.

Por outro lado, os países da União Europeia demoraram para iniciar o programa de vacinação e muitos deles impuseram restrições severas que prejudicaram seu desempenho na pesquisa deste ano. No ranking atual, oito das dez maiores quedas foram de cidades europeias.

Em primeiro lugar na pesquisa ano passado, Viena, capital da Áustria, caiu do primeiro para o 12º lugar. A cidade austríaca liderou a lista por vários anos, geralmente empatada no topo com Melbourne, na Austrália.

A queda de posições foi motivada por um “estresse nos recursos hospitalares” que, segundo o estudo, prejudicou a maioria das cidades alemãs e francesas, resultando em uma “pontuação de saúde menor”. As medidas tomadas pelo governo de lockdown e restrições à mobilidade da população também influenciaram, reduzindo a pontuação geral, segundo o estudo apontou.

“Cidades em todo o mundo estão agora muito menos habitáveis ​​do que antes do início da pandemia, e vimos que regiões como a Europa foram atingidas de forma particularmente dura”, disse a EIU.

Embora o topo da lista tenha mudado, o estudo aponta que houve muito menos mobilidade na parte inferior da lista,

Damasco, capital da Síria, continua sendo o último lugar da lista, o país passa por uma guerra civil, o que afeta de forma significativa a qualidade de vida e infraestrutura da população.

As 10 melhores cidades para se viver em 2021

  • Auckland, New Zealand (96.0)
  • Osaka, Japan (94.2)
  • Adelaide, Australia (94.0)
  • Wellington, New Zealand (93.7)
  • Tokyo, Japan (93.7)
  • Perth, Australia (93.3)
  • Zurich, Switzerland (92.8)
  • Geneva, Switzerland (92.5)
  • Melbourne, Australia (92.5)
  • Brisbane, Australia (92.4)

Assista também ao vídeo do The Economist (inglês):

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