Universidade japonesa distribui comida gratuita para estudantes carentes

As restrições impostas pelo último estado de emergência em abril do ano passado a fim de conter a primeira onda de infecções por coronavírus, afetaram milhares de pessoas, gerando consequências que podem ser sentidas até os dias de hoje, principalmente pelos estudantes que trabalhavam em meio período.

Para amenizar as dificuldades dos estudantes, alguns professores e alunos voluntários da Universidade Metropolitana de Tóquio (em Hachioji, Tóquio) estão distribuindo comida gratuita para os alunos carentes.

Desde novembro do ano passado, o número de alunos que recorreram ao projeto cresceu em ritmo acelerado, ultrapassando 1.200 pessoas.

A comida distribuída gratuitamente está apoiando a base do sustento desses alunos, principalmente neste momento em que um novo estado de emergência cobrirá Tóquio e arredores. Entre os alimentos distribuídos estão, arroz, macarrão, e legumes.

Haruto Arai de 19 anos, que se formou em Ciências Ambientais Urbanas, comentou “É muito útil”.

Embora ele tenha começado a trabalhar duas vezes por semana, ele enfrenta dificuldades financeiras. “Não quero ser um fardo para meus pais” (…) “Eu realmente aprecio esse apoio durante este momento difícil”.

Sobre o projeto

O projeto começou em maio do ano passado, depois que funcionários da universidade notaram que alguns alunos estavam passando por necessidades.

“Há muitos estudantes passando por dificuldades físicas e mentais, como calouros, que têm dificuldade de se conectar com outras pessoas, e estudantes internacionais, que normalmente trabalham em empregos de meio período por muitas horas”- comentou o professor de Ciências Humanas e Sociais da faculdade, Hiroyuki Nomoto (59 anos).

“Em um estado de emergência, existe a possibilidade de que mais estudantes percam empregos de meio período em restaurantes e outros lugares”- acrescentou Nomoto.

Foi Nomoto que iniciou o projeto de distribuir comida gratuita uma vez por semana para os alunos carentes. Segundo o professor, cerca de 360 alunos já se inscreveram no programa, e o número total de alunos que receberam apoio entre o mês de maio e novembro do ano passado foi de 1250.

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