via: Genetic factors, vaccines examined as reasons for Japan's low coronavirus death rate - The Mainichi

Japão

Vacinas japonesas dadas na infância podem ser motivo de baixa taxa de mortalidade por COVID-19 no país

2020.06.11

A taxa de mortalidade entre novos pacientes com coronavírus no Japão e em outras partes da Ásia tem sido baixa em comparação com a Europa Ocidental e América do Norte, despertando interesse entre agências de notícias e cientistas de todo o mundo. Pesquisadores no Japão levantaram a possibilidade de haver genes exclusivos do povo japonês que desempenham um fator essencial no índice tão baixo de mortalidade.

A Universidade Keio, a Universidade de Medicina e Odontologia de Tóquio e algumas outras universidades, criaram uma equipe de pesquisa para estudar a relação entre os genes e o desenvolvimento de sintomas graves devido ao coronavírus. A equipe coletará amostras de sangue de cerca de 500 a 600 japoneses que contraíram o coronavírus, incluindo aqueles que não apresentaram sintomas. Ao analisar as sequências e sintomas do genoma de cada indivíduo, os pesquisadores pretendem identificar os genes que estão conectados a sintomas graves. A equipe planeja organizar e divulgar suas descobertas por volta de setembro.

Inúmeros institutos de pesquisa no exterior, inclusive na Austrália, vêm realizando ensaios clínicos sobre a relação entre prevenção de infecções e uso da vacina Bacillus Calmette Guerin (BCG), que tem atraído a atenção mundial. Alguns acham que uma das razões pelas quais o Japão tem um pequeno número de casos de infecção é que essa vacinação é dada na primeira infância. Embora seu objetivo original seja prevenir a tuberculose, ressalta-se que a vacina BCG estimula o sistema imunológico do corpo humano, aumentando a capacidade de combater outros patógenos. No entanto, a Organização Mundial da Saúde emitiu uma declaração em abril falando que não há evidências de que a vacina seja eficaz na prevenção de infecções por coronavírus.

Em maio, uma equipe de pesquisa em Israel publicou suas descobertas em um estudo de larga escala realizado com pessoas infectadas no Journal of the American Medical Association. Lá, as vacinas BCG costumavam ser realizadas em todos os bebês recém-nascidos, mas a política foi alterada a partir de 1982 e aplicada apenas a um grupo parcial de imigrantes.

A equipe comparou 3.064 indivíduos nascidos entre 1979 e 1981 com outros 2.869 indivíduos nascidos entre 1983 e 1985, todos com sintomas que sugeriam que haviam contraído o coronavírus e feito testes PCR.

Não foram encontradas diferenças significativas nas taxas positivas para o coronavírus, levando a equipe a concluir que não apóia a ideia de que as vacinas BCG sejam eficazes na prevenção de infecções.

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