Você sabe me dizer no que seus filhos são bons? | Patrícia Garcia

2021.07.08

Você já se perguntou isso? Você já perguntou para o seu filho no que ele é bom?

No Chōchō trazemos muitas perguntas para as crianças e jovens refletirem, entre elas quando perguntamos sobre como eles se veem, no que são bons e coisas do tipo, as respostas revelam muito sobre o que falta ou o que sobra dentro de cada um de nós.

Você sabe me dizer no que seus filhos são bons? | Patrícia Garcia

Crédito: canva.com

O mais impactante não são as respostas, é a surpresa ao se darem conta de que nunca pararam para pensar sobre isso. Que a tabuada está na ponta da língua, a fluência em dois ou três idiomas existe, ao mesmo tempo que encontrar as palavras para expressar o que pensam sobre si é tão confuso.

Em muitas culturas, incluindo a japonesa e a brasileira, há uma valorização imensa sobre o que o ser humano (criança, jovem ou adulto) precisa melhorar. É comum falar a criança “Você precisa ter mais atenção, ser mais dedicado. Você tem que fazer as coisas direito.”

E aí, a criança não sabe nada sobre o que ela faz bem, até porque ela ouviu que precisa fazer as coisas direito, ou seja, ela faz errado. Essa mesma criança torna-se um adolescente que só vê coisas negativas sobre si, e quando questionado sobre suas qualidades não encontra nenhuma palavra positiva. Não é raro ouvir de crianças e jovens que suas qualidades são chato e raivoso.

Com quais palavras você tem nutrido seus filhos?

Você sabe me dizer no que seus filhos são bons? | Patrícia Garcia

Crédito: canva.com

Quero convidar você a pensar que é importante estimular a criança a ser melhor, a ter mais atenção e se dedicar. Contudo, é fundamental mostrar com palavras, encorajamento, exemplo, ações e resultados o que seu filho tem de bom, seja qualidades, habilidades e potencial.

E quando a gente fala de potencial, é tudo aquilo que pode ser desenvolvido. Assim, as crianças tem potenciais infinitos, basta serem estimulados, ensinados e conduzimos por caminhos positivos. Os jovens já conseguem definir melhor o que gostam e não gostam, e dessa forma fica mais fácil focar no potencial a ser desenvolvido.

Caso, se o seu filho adolescente (e em alguns casos, crianças) não gosta de nada, sinto em dizer, mas seu filho precisa experimentar mais, precisa ter novas vivencias e se aventurar. Geralmente, o game é um lugar seguro onde ele não precisa se arriscar nas relações, se expor e enfrentar seus medos.

Ofereça opções de esporte, música, idiomas, arte, interação social… Se não rolar assim, chame-o para lhe acompanhar em alguma atividade (que possa ser legal para ele também) e encoraje-o com palavras de amor e incentivo. E não desista na primeira vez que ele dizer “não quero.”

Você sabe me dizer no que seus filhos são bons? | Patrícia Garcia

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Voltando a falar sobre qualidades, habilidades e potencial. Você cuida da sua autoimagem, autoconfiança? Você se autoconhece? Há autoamor?

Tudo isso, é sobre você mesmo! É mais comum do que percebemos, descontar nos filhos os anseios que há em si próprio. Ou seja, você não se vê com bons olhos, você não sabe no que é bom, você não acredita em si mesmo. Como resultado disso, você coloca sob a criança pressão para que ela seja cada vez melhor, ao invés de mudar a si próprio.

Sugiro uma atividade simples e muito profunda, escreva uma lista das suas qualidades e habilidades. Redescubra em quais áreas você é bom! Leia essa lista diariamente e valorize-se.

Faça o mesmo com seus filhos, liste todas as coisas boas que você vê nele. Depois, dia após dia fale para ele sobre cada qualidade, mostre quando você vê isso nele. Fale mais coisas positivas a respeito da pessoa que seu filho é. E estimule que ele seja melhor, sem pressão e com respeito.

Se precisar de ajuda neste processo, conte com o Chōchō.

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