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Três pessoas são investigadas por venda ilegal de Mounjaro no Japão

Três pessoas foram encaminhadas à promotoria no Japão sob suspeita de armazenar e vender ilegalmente um medicamento usado no tratamento do diabetes tipo 2. O caso envolve o Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, remédio que também tem chamado atenção por ser usado, de forma irregular, por pessoas que buscam emagrecimento.

Medicamento era oferecido pelas redes sociais

Segundo a polícia, os investigados são uma mulher de 29 anos, que trabalhava como arubaito, um estudante universitário de 22 anos e uma funcionária de empresa de 35 anos. Eles são suspeitos de violar a Lei de Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos, já que não tinham autorização para comercializar medicamentos.

Além disso, de acordo com as autoridades, os três teriam armazenado o Mounjaro com intenção de venda e, posteriormente, oferecido o medicamento de forma ilegal por meio das redes sociais.

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Remédio foi aprovado para tratar diabetes tipo 2

O Mounjaro foi aprovado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão em 2022 para o tratamento do diabetes tipo 2. Diferentemente de alguns tratamentos com insulina, que exigem aplicações diárias, o medicamento é aplicado uma vez por semana e mantém o efeito por mais tempo. Com isso, o tratamento pode reduzir a carga sobre o paciente.

No entanto, além do uso médico indicado, o remédio também passou a ganhar procura para fins de emagrecimento. Nas redes sociais, por exemplo, o medicamento vem sendo associado a promessas como “emagrecer com facilidade”. Como resultado, aumentou o interesse de pessoas que buscam perder peso sem acompanhamento adequado.

Segundo a polícia, a mulher de 29 anos teria obtido o medicamento com objetivo de emagrecer e também fazia uso próprio. Ela teria admitido que guardava, com intenção de venda, remédios adquiridos por meio das redes sociais.

Já o estudante de 22 anos afirmou que pretendia vender medicamentos que sobraram após uma prescrição hospitalar, caso encontrasse compradores. Por sua vez, a funcionária de 35 anos também teria reconhecido que vendia pelas redes sociais remédios que haviam sido receitados para ela.

Apesar de os casos terem semelhanças, a polícia informou que os três investigados não se conheciam. Cada um deles foi identificado separadamente durante ações de patrulhamento cibernético.

Por fim, de acordo com a Polícia de Osaka, esta foi a primeira autuação na província envolvendo a venda ilegal do Mounjaro.

Imagem: Canva

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