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Cartas de Pokémon: investimento no Japão, ou diversão sem retorno?

As cartas de Pokémon surgiram em 1996, aqui no Japão, e rapidamente se tornaram um fenômeno cultural. O tempo passou, mas a febre nunca diminuiu. Crianças, jovens e adultos continuam comprando boosters, trocando cartas e participando de torneios. Hoje, no entanto, surge uma nova pergunta: será que essas cartas podem ser consideradas um investimento?

Para muitos colecionadores, o valor não é apenas financeiro. Cartas raras trazem lembranças de infância e representam a ligação com uma das franquias mais populares do mundo.

Em Akihabara, Tóquio, não é difícil encontrar lojas especializadas lotadas de fãs atrás daquela carta específica que completa a coleção.

Investimento ou risco?

No mercado internacional, alguns exemplos chamam atenção. A famosa Charizard holográfica de 1999 já foi vendida por valores acima de 300 mil dólares em leilões. No Japão, cartas promocionais de torneios ou edições limitadas também atingem preços elevados, mas essas são exceções.

“A emoção de abrir um pacote e encontrar uma carta que poucas pessoas conseguem ter é mágica. Mas, sempre que vejo que uma carta está em alta, eu vendo para poder comprar mais pacotes. Quando aconteceu a colaboração do Pikachu com o McDonald’s, meus filhos compraram e conseguimos duas cartas especiais. Acredito que, quando eles chegarem na minha idade, vão conseguir comprar um videogame de última geração só com essas duas cartas. Pagamos apenas 500 ienes no Happy Set e imagino que, no futuro, eles poderão lucrar até 49.500 ienes”, explica Yuji Teruya (Toloud), colecionador de cartas Pokémon.

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O mercado japonês

No Japão, as filas em lojas nos dias de lançamento mostram que o mercado continua aquecido. A diferença é que, por aqui, a cultura de preservação aumenta a oferta de cartas em bom estado, o que pode equilibrar preços. Ainda assim, cartas exclusivas ou limitadas têm forte demanda e podem se tornar objetos de desejo no mundo inteiro.

“Meu filho conseguiu, em um pacote de 180 ienes, uma carta que valia 8 mil ienes. Como a carta tinha alguns amassadinhos, compraram por 5 mil ienes. Ele vendeu a carta e pagou o almoço para a família… Foi um aprendizado tanto para ele quanto para mim: para não ter tanto apego com as cartas, e que também é possível vendê-las para ter um momento legal com pessoas que ele ama”, disse Yuji.

As cartas de Pokémon no Japão são, acima de tudo, um hobby apaixonante e uma peça da cultura pop.

Podem até render lucro em casos raros, mas a melhor forma de olhar para esse universo é pelo prazer de colecionar. Se vier retorno financeiro, que seja um bônus.

Imagens: Yuji Teruya

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